sábado, 9 de julho de 2011

*Implicações- Vegetarianismo 2

Vitamina B12
Os alimentos de origem animal são a maior fonte de vitamina B12, então atingir as recomendações dessa vitamina pode ser difícil, principalmente para os veganos que excluem todos os produtos de origem animal de suas dietas. Mas há produtos no mercado que são fortificados com vitamina B12, como cereais, leite de soja, alimentos feitos de glúten de trigo ou de soja para simular carne, peixe ou frango, e suplementos de vitamina B12. Se a pessoa tem dificuldades de absorver esta vitamina, podem recebê-la de forma injetável (intramuscular).
O corpo precisa desta vitamina para a replicação celular, para o metabolismo de energia, para criar o material genético das células, ela ajuda na formação da hemoglobina (importante para evitar anemia), a vitamina B12 age com a vitamina B6 e o ácido fólico para controlar os níveis de homocisteína e ela também é necessária para a atividade normal da célula nervosa. Então a deficiência de vitamina B12 pode causar fadiga, anemia, confusão, perda de memória, fraqueza muscular e outros sintomas causados pelos danos nos nervos.
A vitamina B12 (chamada de cobalamina já que possui um átomo de cobalto em sua estrutura) dá origem à coenzima B12 presente nas enzimas metil-malonil- coenzima A mutase e a metionina sintase. Estas enzimas são muito importantes no metabolismo da homocisteína. Seu papel é transformar o L-metilmalonil-coenzima A em succinil-coenzima A que vai, então, para o Ciclo de Ácido Cítrico. Sua deficiência, portanto, inibe a ação destas enzimas, levando a um aumento de homocisteína.
A metionina sintetase promove a metilação da homocisteína em metionina, tendo o 5-metiltetraidrofolato como doador de grupamento metil e a metilcobalamina como co-fator. Depois, a metionina formada é condensada com o trifosfato de adenosina (ATP) formando S-adenosilmetionina. Ocorre depois uma reação de desmetilação, formando S-adenosilhomocisteina, em seguida há uma hidrolise para liberar adenosina e homocisteína, completando o ciclo.
A metilação da homocisteína serve para repor os estoques de S-adenosilmetionina, quando a metionina dietética esta baixa. A SAM é o único doador de grupos metil para diversas reações de metilação, incluindo umas essenciais para a manutenção da mielina. Então na deficiência de vitamina B12, não haverá apenas o aumento da homocisteína, mas também haverá uma diminuição de SAM, diminuindo importantes reações de transmetilação no organismo, causando defeitos desmielinizantes no sistema nervoso.
Outro problema conseqüente da interrupção da conversão de homocisteína em metionina é que o 5-metiltetraidrofolato, doador de grupamento metil na reação, não será transformado em tetraidrofolato eficientemente, causando um seqüestro de folatos, causando a deficiências de outros metabolitos dos folatos, como o 5,10-metilenotetraidrofolato, que é um co-fator essencial na síntese de DNA.
Com a deficiência de vitamina B12, a reação de metilação ou remetilação da homocisteína fica prejudicada e a via de transulfuração representa a alternativa metabólica para a homocisteína, no caso da metionina estiver muito alta. Neste caminho a homocisteína combina-se com a serina formando a cistationina, em reação catalisada pela cistationina b sintase. A cistationina é hidrolisada formando cisteína e a-cetobutirato. Ambas reações são dependentes da vitamina B6. Nesta rota de eliminação da homocisteína que aparece a segunda enzima dependente de vitamina B12, a L-metilmalonil-CoA mutase, que faz a conversão de metilmalonil-CoA em succinil-CoA, tendo adenosilcobalamina como co-fator. Esta reação é importante para a reutilização do propinil-CoA, principalmente daquele procedente da conversão do a-cetobutirato proveniente da via de transulfuração da homocisteína, para obtenção de energia através da formação do ATP no ciclo de Krebs. A deficiência da vitamina B12 impede esta reação desviando o substrato para a formação de acido metilmalonico. Consequentemente, aumentará os níveis de acido metilmalonico no sangue e na urina e também a elevação do acido propionico, produzindo a acidose metabólica.



Zinco

            O zinco é importante para muitas reações enzimáticas, esta ligado ao metabolismo de carboidratos, proteínas, lipídios, é essencial para um sistema imunológico saudável e resistência de infecções. O zinco é encontrado em muitos tipos de alimentos, principalmente de origem animal. As dietas vegetarianas costumam ter menos zinco. Boas fontes de zinco são laticínios, feijão e lentilha, nozes, sementes e cereais integrais. A fibra e o ácido fítico inibem a absorção de zinco, mas o processo de cozimento diminui o efeito negativo.
                O zinco atua como cofator de diversas metaloenzimas como a anidrase carbônica, ela é uma enzima importante no transporte de CO2 e no controle de pH no sangue. Catalisa a rápida conversão de dióxido de carbono e água em cátion de hidrogênio e anion bicarbonato.



Bibliografia
SHILS, MAURICE E.; OLSON, JAMES A.; SHIKE MOSHE; ROSS, A. CATHARINE. Tratado de Nutrição Moderna na Saúde e na Doença. 9. Ed. Volume 2.  

Postado por: Beatriz Freitas

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